Documentação como entrega
Código sem documento legível é dívida desde o primeiro commit. Cada sistema entregue inclui a explicação de suas decisões.
A Linha Central começou em 2018 como uma pequena sociedade entre três engenheiros saídos de bancos e cooperativas tecnológicas. Hoje somos doze pessoas, distribuídas entre São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, mantendo deliberadamente o tamanho pequeno.
Recusamos o modelo de fábrica. Não vendemos pacotes pré-configurados nem prazos fictícios. Cada engajamento começa por um diagnóstico técnico honesto — incluindo a possibilidade de dizer ao cliente que o trabalho não deve ser feito.
Mantemos o estúdio pequeno porque acreditamos que software crítico exige continuidade humana: as mesmas três ou quatro pessoas pensando o sistema do dia um até o terceiro ano. Quando o cliente recebe o trabalho, recebe também a base para mantê-lo sem nós.
Operamos com transparência radical sobre custos, prazos e riscos. Auditorias, dossiês e relatórios técnicos são parte da entrega — não anexos opcionais.
Não são valores corporativos colados na parede. São critérios de decisão que aplicamos quando há tensão entre velocidade e cuidado, entre escopo e clareza.
Código sem documento legível é dívida desde o primeiro commit. Cada sistema entregue inclui a explicação de suas decisões.
As pessoas que projetam o sistema também o operam nos primeiros meses. Sem terceirização interna, sem repasse silencioso.
Quando algo dá errado, o cliente sabe antes do release de imprensa. Quando algo é incerto, dizemos que é incerto.
Se o engajamento não tem horizonte de cinco anos ou condições de fazer o trabalho com cuidado, não aceitamos.
Trabalhamos preferencialmente com infraestrutura em território brasileiro e com fornecedores auditáveis pela ANPD.
Publicamos pelo menos quatro relatos técnicos por ano, sempre com a autorização dos clientes envolvidos.
Quatro retratos da liderança técnica. Cada prática é dirigida por um engenheiro principal com pelo menos quinze anos de carreira no setor.
Sócia · Plataforma
Sócio · Sistemas financeiros
Sócia · Dados aplicados
Sócio · Produto digital
Sete anos sem captação externa, sem fundo de investimento e sem promessas de crescimento exponencial. O estúdio se sustenta inteiramente pelos engajamentos que aceita.
Helena, Tomás e Caio deixam um banco digital e abrem o estúdio em uma sala compartilhada na Vila Madalena. Primeiro engajamento: um cooperativa de crédito do Sul.
Mayumi se junta ao estúdio e formaliza a prática de dados aplicados, separando-a da engenharia de plataforma para reconhecer suas particularidades de processo.
Primeiro engajamento estruturado com um tribunal estadual, abrindo a frente de modernização de sistemas públicos sob acordo de confidencialidade revisado anualmente.
Concluída a reescrita da camada de consentimentos do Banco Atena, atendendo 4,2 milhões de correntistas dentro do prazo regulatório. Trabalho marcante para o estúdio.
Iniciamos a publicação dos Cadernos do Estúdio: relatos técnicos curtos sobre decisões de arquitetura tomadas em projetos específicos, com permissão dos clientes.
Linha Central é um termo
tomado das antigas centrais
telefônicas: o ponto onde
todas as conexões se encontravam.
Quando o engajamento é aceito, são os próprios sócios que conduzem a conversa inicial. Sem comerciais. Sem intermediários técnicos.